Se um poema desaparece
afogado na superfície
da palidez do papel,
o olho de quem lê
esse naufrágio de folha
busca um corpo – e na busca
resgata o papel e a palavra.
Felipe Fortuna nasceu no Rio de Janeiro, em 1963. É poeta e ensaísta – e vem colaborando regularmente na imprensa brasileira. Estreou em 1986 com o livro de poemas Ou vice-versa, que mereceu o seguinte comentário de Félix de Athayde: “O livro é um precipício para o alto: porque todo bom poeta constrói precipícios.