A Escola da Sedução

Índice

Primeiras Palavras
I
Quando Olavo Bilac Fez Rir
A Hora Parada de Duque-Costa

Um Animal Noturno: o Poeta Simbolista

II
O Moderno Paradoxo (sobre a poesia de Manuel Bandeira)
A Paisagem Corporal: De Como se Dá o Erotismo na Poesia de João Cabral de Melo Neto
III
A Construção Política (sobre a poesia de Affonso Romano de Sant'Anna)
O Pseudo e o Psiu (sobre a poesia de Armando Freitas Filho)
Miniatura em Si Maior (sobre a poesia de José Paulo Paes)
IV
Roberto Piva: Pivô da Anarquia
Thiago de Mello: os Enganos da Utopia
Sombras da Delicadeza (sobre a poesia de Henriqueta Lisboa)
L'Ancien Régime (sobre a poesia de Ivan Junqueira)
Lavoura Arcaica (sobre a poesia de Marly de Oliveira)
As Formas da Água (sobre a poesia de Olga Savary)
As Contradições de Deus (sobre a poesia de Adélia Prado)
A Mais Nobre Decadência (sobre a poesia de Pedro Paulo de Sena Madureira)

Primeiras Palavras


Quando comecei a publicar crítica literária sistematicamente, a partir de 1985, não me agradava a leviandade generalizada do que lia em suplementos e revistas. A crítica literária foi substituída por um anêmico jornalismo cultural: é comum que o jornalista comente, ao longo de um só mês, cinema, teatro e literatura - e mostre indisfarçável desconhecimento de causa. A prática absurda e compulsiva da resenha, condicionada pelo mercado, converteu a opinião em simples registro do lançamento de livros - e o colaborador em garoto-propaganda mal pago e iludido. A Escola da Sedução é o resultado de uma pequena militância especializada na área de poesia - de poesia brasileira. Escrevi seus artigos com a intenção de avaliar algumas obras contemporâneas: muitos são precursores e querem também representar a possibilidade de se fazer crítica sem a intenção de engajamento estético ou de repetição das palavras da tribo, mas de promoção do debate intelectual, hábito pouco exercido no Brasil. Devo agradecer sobretudo ao acolhimento de Vivian Wyler, à época editora das páginas literárias do Jornal do Brasil e do suplemento Idéias e certamente a responsável por minha estréia na imprensa. Os ensaios sobre poesia brasileira foram publicados, ainda, em O Estado de São Paulo, Verve e Jornal de Letras. "Um Animal Noturno: o Poeta Simbolista" é o único texto inédito e constitui a parte primeira de minha tese de mestrado. Recordo-me, aqui, da professora Consuelo Albergaria, a quem primeiro mostrei as idéias nele existentes.
                             FELIPE FORTUNA

 

 

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